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50tão - PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Boletos a pagar e muitas histórias

Foto do escritor: Clodoaldo Júnior
Clodoaldo Júnior
há 4 dias
2 min de leitura

50 anos de idade: muitas histórias e boletos pra pagar


O número 50, segundo o dicionário quer dizer: nome dado à quantidade expressa pelo número 50. Ou seja, não disse muita coisa.


Mas, este número está carimbado na minha vida desde o último dia 22 de setembro de 2026 pois é a “quantidade expressa pelo número...” de anos que completei. 50 anos de vida, 50anos de histórias, construções, descobertas, vitórias e derrotas.


Não fiquei rico, muito pelo contrário, continuo pobre!


É aquela coisa, né: pobre sempre que conta uma vitória tem que narrar um perrengue antes! Não é!?


Ai! Eu nem queria ser rico mesmo!


Ser rico dá muito trabalho, é cansativo e acaba ficando sem graça, porque o sujeito fica sem tempo pra aproveitar as coisas. Fica sem tempo pra se preocupar com um boleto pra pagar, não consegue espaço na caderneta pra calcular em quantas parcelas vai poder dividir a TV de 32”...


Fica privado da experiência de fazer armengues dentro de casa (usando um termo mais formal: armengue = arranjo técnico), como, por exemplo, ter a experiência de colocar espuma da bucha da pia da cozinha quando a gente troca o botijão de gás pra ver se tem vazamento, ou se aproximar do vizinho a ponto de conseguir a senha do wi-fi, Netflix e Youtube Premium (é o pacote completo).


O rico não se preocupa se está sobrando mês no salário dele, até porque rico não tem salário, ele tem pró-labore... estão vendo só!? tem que saber latim pra se referir à remuneração dele!


Pobre quando dá uma festa serve salgadinho gorduroso. A saber: coxinha, rissole, quibe, bolinha de queijo... Rico come uns trecos de nome difícil e tem que ter ferramenta específica pra degustar (rico fala degustar, pobre falar "encher a pança"). Ferramentas utilizadas por pobre pra encher a pança: mão e um palito pra ficar na boca depois.


O pobre bebe cerveja e já sabe que quando acabar a birita vai ter que dar R$ cinquentão pro racha pra comprar mais um engradado.


Rico não passa por essa emoção. Ele nem sabe quando e nem sabe se acaba, até porque ele não bebe cerveja, ele bebe whisky; essa bebida tem paleta de cores: black, green, blue..., bebe vinho, que fica numa adega (adega: espaço ou aparelho criado especificamente para guardar vinhos e outras bebidas nas CNTP – Condições Normais de Temperatura e Pressão), e tem até funcionário para controle de estoque. Como eu não bebo, o máximo de preocupação que tenho em relação à bebida é se a vela do filtro da torneira de água está limpa.


Bom... eu estaria mentindo se eu dissesse que não queria ser rico, mas já que não sou, me deixem comendo coxinha gordurosa, bolinho de bacalhau, que é pra um dar um ar europeu, e empadão de alho-poró, porque pobre quando quer se achar rico faz coisa de pobre e põe 1 ingrediente "de rico".


Até a próxima, kabruncada!


 
 
 

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